Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Frustração do dia - Factos e números sobre a pobreza...

  • 980 milhões de pessoas vivem com menos de 75 cêntimos por dia e quase metade da população mundial (2,8 mil milhões) vive com menos de 1,5 € por dia.
  • Mais de 800 milhões de pessoas vão para a cama com fome todos os dias... 300 milhões delas são crianças. Desses 300 milhões de crianças, apenas 8% são vítimas de secas ou outras situações de emergência; mais de 90% sofre de má nutrição de longo prazo e deficiências de micronutrientes.
  • A cada ano, seis milhões de crianças morrem de subnutrição antes de completarem cinco anos de idade.
  • Mais de 50% dos africanos sofre de doenças relacionadas com a água, como a cólera e a diarreia infantil.
  • A cada 30 segundos, uma criança africana morre de malária – num total de mais de um milhão de mortes infantis por ano.
  • A cada ano, entre 300 e 500 milhões de pessoas são infectadas com malária. Cerca de três milhões de pessoas morrem como resultado.
  • A África Subsariana tem apenas 4% dos trabalhadores de saúde, mas 25% do peso mundial de doenças. As Américas têm 37% dos trabalhadores de saúde, mas apenas 10% do peso mundial de doenças.
  • Mais de 1 a cada 4 pessoas adultas não conseguem ler ou escrever. Dois terços delas são mulheres.
  • As mulheres trabalham dois terços das horas de trabalho no mundo, produzem metade da comida do mundo, mas recebem apenas 10% da renda mundial e possuem menos de 1% da propriedade privada mundial.
  • Quatro em cada dez pessoas no mundo não têm sequer acesso a uma simples latrina. Cinco milhões de pessoas, a maioria delas crianças, morrem em cada ano devido a doenças ligadas ao contacto com a água.
  • 2,6 mil milhões de pessoas não têm acesso a condições sanitárias dignas. O Objectivo de Desenvolvimento do Milénio 7, de providenciar metade do deficit global de condições sanitárias, partindo dos níveis de 1990, apela para a extensão das mesmas a mais de 120 milhões de pessoas por ano até 2015.

Fontes: Relatório de Desenvolvimento Humano 2003, 2005 e 2006, Indicadores do Milénio, Projecto do Milénio, FAO, UNESCO – Relatório de Monitoramento Global 2007, Campanha pela Educação, UNAIDS, UNICEF.

 

Sábado, 9 de Agosto de 2008

Frustração do dia - "Nunca faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem"...

Sempre me ensinaram que a nossa liberdade termina no momento em que interferimos com a liberdade dos outros. "Nunca faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem", é o meu lema.

 

Em todos estes anos de liberdade, este povo não aprendeu que o respeito pelos outros é a base da confiança e das boas relações. Perdeu-se o respeito por tudo. Deixou de haver respeito pelos pais, pelos professores, pelos mais velhos e pela autoridade. Às vezes parece que se vive numa anarquia em que cada um faz o que quer e todos sabemos onde isso conduz: a governos repressivos e ditaduras.

 

A propósito dos crimes violentos (que têm aumentado recentemente), como o recente assalto ao BES que culminou na morte de um dos assaltantes e ferimentos graves no outro (ambos brasileiros), há pessoas que acham que estamos a tornarmo-nos xenófobos, pelo desfecho que teve este assalto. Há quem ache também que os criminosos são quase todos estrangeiros e que antes de termos cá imigrantes não havia crime em Portugal!

O que é um erro crasso.

 

Sempre houve crime em Portugal, só que agora adaptou-se às circunstâncias. Há cada vez mais estrangeiros no nosso país, explorados e com condições de vida deploráveis, pelo que não admira que muitos deles importem o crime a que estão habituados nos seus países, nomeadamente os assaltos a bancos, os sequestros e a extorsão.

 

Os assaltantes, ladrões e criminosos são criados por circunstâncias específicas: pobreza e miséria, falta de instrução, falta de acompanhamento dos pais, ou apenas falta de carácter e de escrúpulos... E isso há em todos os países e todas as nacionalidades. Só que em certos países em que a pobreza grassa (como o nosso), isso tornou-se muito mais evidente entre os imigrantes que são muito mais explorados.
 

Não sou apologista de prender os miúdos em casa e dar-lhes a educação que os nossos pais e avós tiveram. Mas um meio-termo seria o ideal. Aquilo a que assistimos é apenas um reflexo na nossa vida de vários factores, entre eles:

  • o aumento da liberdade;
  • a deficiência que certas pessoas têm em fazer uso dela;
  • a falta de valores; 
  • a falta de acompanhanento às crianças;
  • a educação demasiado permissiva.

 

Cá em casa, temos tido uma vida difícil mas não andamos para aí a assaltar bancos. Eu e o meu marido, estivemos os dois desempregados ao mesmo tempo, mas não sequestramos pessoas, para tentar fazer uma fortuna sem trabalhar.

 

Sempre tive uma vida de dificuldades e com pouco dinheiro. Recentemente tive duas tendinites em ambos os ombros, ambas consideradas doença profissional devido ao trabalho que executava e, depois de 8 anos, fui despedida quando estava de baixa. Mas não desisti. Depois de muita fisioterapia e sofrimento, 70 currículos enviados e muitas dificuldades, arranjei trabalho.

 

O meu marido ficou sem trabalho depois de 17 anos numa empresa em que os administradores desapareceram e venderam a sua participação nessa empresa por 1 EURO! Após 2,5 anos, ainda está à espera da resolução no Tribunal do Trabalho e não viu um cêntimo do que lhe deviam!

 

Tenho um filho de 15 anos que vai agora para o 10º ano: tenho que o sustentar, dar-lhe educação, acabar de criá-lo e espero que ele vá para a universidade quando chegar a altura. Mas não vou roubar para que ele o faça. Que espécie de pais seríamos e que exemplo lhe daríamos, se fôssemos criminosos? Tentamos acompanhá-lo o melhor que podemos, ensiná-lo a defender-se do mundo e dar-lhe a educação que é essencial para levar uma vida honesta e íntegra.

 

O resto é com ele, é algo que vem de dentro, o seu carácter. E, pelo que conheço dele, vai ser como os pais: íntegro e honesto. Que pena que grande parte dos pais (em todo o mundo) se descartem daquilo que é fundamental: ensinar os seus filhos e dar-lhe educação.

Domingo, 20 de Julho de 2008

Frustração do dia - Santa ignorância...

É curioso como continua a haver tanta ignorância neste país.

Há milhões de pessoas que ainda vivem os seus dias a desfolhar revistas cor-de-rosa, em que o ponto mais alto do seu dia acontece quando vêem a novela da noite e pensam que os computadores são máquinas milagrosas que fazem tudo apenas com o pressionar de uma tecla.

 

A escolaridade obrigatória até ao 9º ano foi o primeiro passo para termos cidadãos um pouco mais informados e que aplicam a sua inteligência em actividades mais construtivas. Há imensas pessoas a estudar à noite para conseguir fazer a escolaridade mínima e, assim, poderem dizer que aprenderam algo de útil na escola de modo a melhorar a sua vida e o seu futuro. No entanto, continua a haver pessoas muito ignorantes.

 

Isto vem a propósito de uma conversa que tive esta semana à hora do almoço com uma das senhoras da limpeza da universidade onde trabalho. Estava ela e um dos senhores da manutenção a beber o café quando me juntei a eles para almoçar. Falámos de várias coisas. Ela queixou-se principalmente do facto de as suas colegas da limpeza não fazerem o seu serviço com competência, porque não estão para se chatear com nada.

 

Eventualmente começaram a falar da máquina do multibanco estar a funcionar sem problemas há bastante tempo e como se faria a sua manutenção. Ela acreditava que a manutenção da máquina, inclusive o abastecimento com dinheiro, era toda feita através dos computadores. Quando avariava, já nem precisava de ir lá ninguém para a arranjar.

 

Expliquei-lhe que se a avaria se devesse a um problema no sistema informático acabaria por ser resolvida "através dos computadores" (pelo software). Mas se o problema fosse na parte física da máquina (hardware) ou se fosse falta de abastecimento alguém teria de a vir arranjar ou reabastecer. Na sua santa ignorância a senhora, mais nova do que eu, acreditava que quando a máquina não tinha dinheiro, bastava mandar o dinheiro pela internet, ou coisa que o valha! Tive que fazer-lhe entender que as notas não se materializam na máquina, alguém tem que ir lá colocá-las para nós podermos levantar o dinheiro!

 

A inteligência tem um peso muito grande na cultura geral da pessoa.

Eu tenho só o 12º ano, mas leio desde os 4 ou 5 anos. A minha mãe tinha apenas a 1ª classe incompleta e, depois de eu muito insistir, ensinou-me a ler. Sempre gostei de aprender e saber como as coisas funcionam. Por isso faz-me confusão como pessoas, de 30 ou 40 anos, pensam assim e são tão ignorantes. Se fosse uma pessoa idosa, que nem à escola tivesse ido, ainda compreendia, embora haja pessoas analfabetas muito cultas, como era a minha mãe.

 

Se desperdiçarem o vosso tempo e a vossa inteligência em trivialidades inúteis, como novelas e revistas em que só se fala da vida dos famosos, nunca chegarão a lado nenhum e provavelmente irão passar o resto da vida a limpar chão e casas de banho como aquela senhora. E o mais triste de tudo isso é que estas pessoas nem devem compreender isso...

Domingo, 29 de Junho de 2008

Reflexão de Prado Coelho sobre os portugueses...

Eduardo Prado Coelho, antes de falecer, teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos. Tem aqui o link para esta crónica completa que a minha amiga virtual Da planície colocou no seu blog.
 

Precisa-se de matéria prima para construir um País - Eduardo Prado Coelho, in Público

 

"A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve.
O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
...É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda..."
 

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Anúncios (sur)reais - Empregado procura-se...

Neste precioso anúncio do IEFP pedem uma secretária/administrativa, carregadinha de qualidades, para a "bela" cidade do Cacém (concelho de Sintra).

Não deixei de reparar que têm erros ortográficos. O facto passaria despercebido se não se tratasse de um anúncio onde pedem uma pessoa que não os faça, o que já de si não é um bom prenúncio. Mais o que mais chama a atenção é o salário oferecido: para um part-time de 4h/dia oferecem 213 euros/mês!

 

Estarão realmente convencidos que alguém vai responder a esta barbaridade? Será que não se enxergam?

Estou a modos que...: Revoltada!

 

 

Vê este vídeo e persegue os teus sonhos!

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